REGULAMENTO MX 2016


 

1. Título e generalidade

O Campeonato Estadual de Motocross 2016 é organizado e supervisionado pela Federação de Motociclismo de Rondônia, e realizado, segundo suas diretrizes, pelos promotores locais. Assim sendo, este Campeonato é de propriedade da FMR. A FMR estabelece o Campeonato Estadual de Motocross a cada ano, no qual competem apenas pilotos. Este Campeonato é organizado de acordo com as regras do Código Desportivo FMR, o Regulamento Técnico FMR, e o Regulamento Suplementar de cada prova, seguindo-se com fidelidade o Código Desportivo da CBM e o Regulamento Técnico da CBM.

2. Pilotos

2.1. Licenças

A participação neste evento é restrita a pilotos portadores de licença válida da FMR, para o ano 2016.

2.2 Da participação de pilotos de outros estados

É permitida a participação de pilotos de outros estados no Campeonato Estadual de Motocross – 2016, desde que o mesmo esteja filiado a sua federação local, podendo participar da premiação, apenas não marcando pontos no Campeonato, a não ser que estes pilotos se filiem a FMR.

3. Motocicletas e categorias

3.1. Categorias

·      65cc – 2T de 59cc a 65cc. Pilotos de até 12 anos

·      MX Junior – 2T de 70cc a 105cc e 4T de 75cc a 230cc. Homens de 11 a 15 anos e mulheres com idade livre.

·      Força Livre Nacional – motocicleta nacional off Road de modelo acima de 150cc, pilotos de que não ficaram entre os 03(três) primeiros colocados na categoria MX2 e MX3 nos anos de 2014 e 2015 e o campeão da MX Estreante no ano de 2015.

·      MX3 – Motos Importadas – 2T de 100cc a 250cc e 4T de 175cc a 450cc. Homens acima de 35 anos completos e mulheres de 17 a 55 anos

·      MX2 – Motos Importadas – 2T de 125cc a 150cc e 4T de 175cc a 450cc. (a partir de 2017 serão permitidas apenas motos Importadas – 2T de 125cc a 150cc e 4T de 175cc a 250cc.)

·      MX Intermediária – motocicletas importadas tipo off road. Não poderão participar desta categoria:

-Os campeões da categoria MX Estreante desde a sua criação;

-O campeão da categoria MX Intermediaria desde a sua criação;

-Os pilotos que ficaram entre os 3 primeiros colocados nas categorias MX2 e MX3 nos anos de 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015.

3.2. Motocicletas

Os pilotos podem trocar de motocicleta entre e durante os treinos, porém devem efetuar a troca dentro da zona de espera (parque fechado), de modo que nunca tenham 2 (duas) motocicletas dentro do circuito ao mesmo tempo. O piloto devera usar o seu numero de inscrição.

3.3 Itens obrigatórios de Vistoria

– Moto em bom estado;

– Raios da rodas em bom estado;

– Freios, manetes e acelerador com funcionamentos normais;

– Protetor de pinhão;

– Corta corrente funcionando;

– Manetes com proteção nas extremidades (bolinha);

– Proibido o uso de descanso nas motos;

– Proibido o uso de faróis e lanternas;

– Fixação de guidon e mesas em bom estado;

– Number Plates e numeração em bom estado.

3.4 Números de largada

Será obedecida a seqüência de reserva do ano anterior.

Em todas as classes do Campeonato Estadual de Motocross, os pilotos utilizarão um número permanente para toda a temporada, e deverão ter no máximo 03 (três) dígitos. Este número, deverá ser confeccionado de acordo com as Normas da CBM e da FIM nos seguintes padrões:

– 65cc e MX Junior – Fundo branco com numero preto.

– MX2, MX3 e MX Intermediaria – fundo preto e número branco.

– Força Livre Nacional – Fundo branco com numero preto.

O líder de cada categoria poderá usar em suas motos o fundo vermelho com o numero branco.

3.5. Idade

Para determinação da categoria do piloto pela idade máxima, será observada a sua idade no dia 01/01/2016.

Para determinação da categoria pela idade mínima será observado a data do seu nascimento.

3.6. Promoção de pilotos

O primeiro colocado no ano de 2015 da categoria MX Intermediaria será promovido automaticamente para a categoria MX2 ou MX3;

4. Percurso

4.1. Especificações do percurso

O percurso deverá ser homologado pela FMR. Para todas as categorias o percurso poderá ser alterado, desde que autorizado pelo Diretor de Provas e em caso do traçado ser alterado durante o curso do evento, todos os pilotos terão a possibilidade de dar, no mínimo, 1 (uma) volta de inspeção no novo traçado.

Qualquer alteração devera ser feita antes dos treinos cronometrados do domingo.

A manutenção será permitida todo o evento.

A comissão poderá ser consultada caso seja necessário.

O percurso deve ser livre de pedras e o uso de concreto é proibido.

A reta de largada deverá ter no mínimo 50 metros e no máximo 100 metros até o seu afunilamento.

4.2. Segurança

A segurança dos pilotos, espectadores e oficiais, deve ser prioridade máxima quando da construção da pista.

A largada, a chegada, os boxes e todas as áreas ao redor da pista, onde a permanência de pessoas é permitida, devem ser protegidas por uma cerca. Esta cerca entre os espectadores e a pista deve ser forte e alta o suficiente para conter o público.

É proibido o uso de cães de guarda nas áreas restritas aos pilotos, mecânicos, sinalizadores, imprensa e representantes das fábricas.

Em cada lado da pista deve haver uma zona neutra de segurança com pelo menos 3 metros de largura para proteção do público e pilotos. Esta zona é definida como a área entre a cerca (ou obstáculo natural) e os bumpings da pista.

Os bumpings devem ser feitos de faixas (cordas são proibidas) e as estacas de madeira leve ou material flexível e a altura máxima deve ser 500 mm acima do solo e a mínima 200 mm.

Fardos de feno, ou outro material eficiente na absorção de choques, devem cobrir todos os obstáculos tais como árvores, postes, paredes, pedras, etc. para proteção dos pilotos.

A pista deve ser irrigada apropriadamente, se necessário, em tempo hábil antes da prova e entre treinos e baterias para garantir condições adequadas, protegendo o público e pilotos contra a poeira.

Em hipótese alguma será tolerado o uso de cercas dotadas de arame farpado.

4.3. Segurança do piloto

Será exigido de cada piloto o equipamento básico pessoal de segurança:

Capacete anti-choque, luvas, óculos de proteção ou viseiras, botas, calça comprida, camisa de manga longa, tanto nos treinos como nas provas, estando sujeitos a não competir aquele que não estiver devidamente equipado.

O traçado da pista deve priorizar a segurança do piloto.

Fardos de feno ou outro material para absorção de impactos, para proteção dos competidores, devem ser colocados em todos os obstáculos e zonas de escapes.

Deve-se respeitar uma distância mínima de 3 metros entre as seções da pista. Se esta distância não puder ser respeitada por causa do limite de espaço, fardos de feno ou outro material para absorção de impactos deverão ser colocados para separar as pistas, mas pelo menos uma zona neutra de 1 metro entre as pistas deve ser respeitada.

4.4. Zona de sinalização

Um suficiente número de zonas oficiais de sinalização deve ser providenciado para toda a pista para que qualquer indicação necessária possa ser dada por bandeiras para os pilotos durante a corrida.

Essas zonas devem ser distintamente marcadas.

Essas áreas devem ser bem situadas para assegurar a clara visibilidade para os comissários e de tal forma que os sinais sejam perfeitamente visíveis para os pilotos.

Quando da ocorrência de quedas de competidores, em áreas não visíveis para os demais, os sinalizadores devem indicar o ponto de passagem obrigatório para os mesmos, postando-se em frente ao competidor acidentado.

4.5. Inspeção

A inspeção será feita antes do inicio do evento pelo Diretor de Provas da FMR e, se possível, por um piloto indicado.

4.6. Box

O Box deve estar situado em uma área horizontal que permita a circulação das motocicletas e veículos de transporte em qualquer condição climática.

Deve ser dada atenção especial quanto ao dreno de água, quando o Box não possuir cobertura.

As dimensões dos boxes devem corresponder as mais altas exigências em função da localização e do tipo de evento para o qual a pista será utilizada.

Deve ser cercado e provido de segurança para motos e pilotos.

Deve permitir sempre um acesso livre para trânsito de motos e pedestres.

Deve possuir instalações sanitárias para pilotos e equipes.

Deve estar posicionado de forma racional para o acesso direto à pista.

Um quadro de avisos para notas oficiais deve ser colocado em lugar visível entre os boxes e o corredor de acesso à pista.

4.7. Secretaria

Deve ser providenciado um local de fácil acesso para atendimento dos pilotos e credenciamentos de equipes.

4.8. Sonorização

Deve haver um sistema de som profissional para público e pilotos.

4.9. Instalações para público

As instalações para público devem satisfazer as leis do país e as normas de construções, com particular atenção para:

– Tribunas/Arquibancadas

– Estacionamento

– Serviço médico

– Instalações sanitárias

4.10. Serviço médico

Todo evento deverá dispor de um serviço de resgate e que haja em conjunto com a organização. A equipe e o material devem ser definidos visando à imediata assistência ao piloto.

Um preciso plano de remoção para os feridos deve ser definido, antes do inicio dos treinos, entre os organizadores e a equipe de resgate.

Devem estar presentes, 30 minutos antes do inicio do evento, 02 ambulâncias com equipamentos e a equipe responsável.

4.11. Homologação

A pista será homologada por um período de 03 anos, pela FMR, que checará as normas conforme o Regulamento.

5. Oficiais

Os eventos serão organizados de acordo com este regulamento, o regulamento técnico e o suplementar, homologado pela FMR. As ações julgadas por oficiais responsáveis, como não de acordo com os regulamentos específicos da FMR ou CBM, ou em geral julgadas como sendo antidesportivas, ou contra os melhores interesses do esporte ou do evento em questão, estão sujeitas a ações disciplinares como previstas pelo Código Brasileiro de Justiça Disciplinar e Desportiva.

5.1. Presidente do júri, membros do júri

O Presidente do Júri e os Membros do Júri serão nomeados pela FMR.

O Júri exerce controle supremo do evento e é responsável pelo fiel cumprimento dos regulamentos, cabendo a ele e somente a ele a supervisão do mesmo.

O Júri não tem responsabilidade na organização do evento e tem deveres executivos definidos no regulamento.

O Júri juntamente com o Diretor de Prova deve inspecionar a pista e a cerca de segurança antes do início dos treinos.

Ele deve assegurar que todas as suas decisões que afetem ou modifiquem o programa divulgado, tais como mudanças de baterias, exclusão de pilotos, adiamento, suspensão ou cancelamento da prova, sejam comunicados diretamente ao diretor de prova para que sejam tomadas as providencias cabíveis pelo mesmo.

O Júri deve parar todos os procedimentos até que suas decisões tenham sido executadas, e assegurar que todos os motivos para as decisões e qualquer atraso sejam explicados ao público pelo locutor.

O Júri pode parar, adiar ou cancelar uma prova ou parte dela por qualquer motivo que considere justificar sua ação. Nenhuma outra pessoa pode suspender adiar ou cancelar uma prova ou parte dela.

De qualquer forma o Diretor de Prova deve ser consultado antes que qualquer destas decisões seja tomada.

O Júri pode substituir o Diretor de Prova, caso o mesmo cometa alguma falta grave, que possa comprometer a continuidade da prova.

O Júri pode penalizar qualquer pessoa que desobedeça, o Regulamento ou instrução dada, ou aquele que for culpado de conduta desleal, indelicadeza ou desrespeito a qualquer Oficial do evento com palavras ou ações conforme determina o Artigo 23 deste Regulamento.

O Júri deverá estudar imediatamente todos os Protestos encaminhados a ele pelo Diretor de Prova e julgá-los de acordo com o que estabelece o Regulamento.

O Júri dará uma razão para a punição, se a pessoa em questão fizer pedido para uma explicação.

Tendo dada à explicação, o Júri não poderá discuti-la em particular ou em público.

Todos os resultados devem ser homologados pelo Júri, desde que, terminado o prazo para reclamações e que já tenham sido apreciadas as reclamações apresentadas.

5.2. Diretor de prova

O Diretor de Prova será nomeado pela FMR.

O Diretor de Prova deverá estar presente pelo menos 12 horas antes do horário oficial do início dos treinos, até que complete seus deveres, o que só ocorre no final da prova.

6. Regulamento suplementar

Será fornecido no site www.fmr.esp.br para consulta e download e também será fixado no quadro de avisos no dia do evento para consulta, contendo todos os detalhes do evento.

O Regulamento Suplementar não pode modificar o presente Regulamento.

O Regulamento Suplementar deve estipular as condições e o tempo disponível para os treinos.

Todos os pilotos deverão efetuar suas inscrições, licenciamento, credenciamento e verificações técnicas antes do início dos treinos.

6.1. Condições de inscrição

Para o Campeonato Estadual de Motocross – 2016, o horário de inscrições, vistoria técnica, treinos e provas serão fixados junto a Secretaria Executiva da Prova e no Regulamento Suplementar.

6.2. Linha de largada

O número de pilotos admitidos na largada será de no máximo de 30 (trinta) motos e no mínimo de 05 (cinco) motos, para cada moto deve haver um espaço mínimo de 1 metro.

Duas linhas de largada são proibidas.

A linha deve ser feita de forma a permitir uma largada regular com chances iguais para todos os participantes na mesma fila.

O gate deve ser um dispositivo transversal com as divisões individuais para cada moto. Estas divisórias devem ser feitas de material sólido e rígido. Ele deve garantir completa segurança, evitando a ocorrência de largadas falsas ou facilidades ao piloto de saltá-lo.

O gate pode ser controlado manualmente ou por controle remoto. A largura mínima do gate é de 30 metros e a altura mínima é de 500 mm. A largura da base do piso usado na construção do gate não pode ser superior a 600 mm.

No caso das pistas onde não houver Gate normal, deverá ser providenciada marca no chão com cal e borracha de soro pra dar a largada.

7. Treinos

Durante os treinos, cada piloto poderá utilizar somente motocicletas devidamente preparadas com os números, lateral e frontal e sem nenhuma peça que a caracterize como moto de rua (lanterna, farol e etc).

Em caso do traçado ser alterado durante o curso do evento todos os pilotos terão o direito de pelo menos uma volta de inspeção no novo traçado.

Durante os treinos as largadas coletivas são proibidas. Os treinos são proibidos dentro de uma hora antes da largada da corrida da mesma classe, a menos que uma permissão seja dada pelo Diretor de Prova por razões específicas.

7.1. Dia anterior à competição – treinos livres

Será realizado no mínimo de uma sessão de treinos livres para todas as classes.

7.2. Dia da competição – treinos cronometrados

Uma seção de treinos cronometrados será organizada para cada categoria, conforme os horários determinados no Regulamento Suplementar.

O piloto é obrigado a participar dos treinos cronometrados do domingo.

Os treinos do domingo serão utilizados como critério para a escolha do gate de largada.

O número máximo de pilotos admitidos na largada é de 30 pilotos.

Excedendo o número máximo de pilotos serão sorteados para a formação de grupos, onde se classificam os melhores tempos de cada grupo. Havendo numero impar de pilotos o grupo A ficara com um piloto a mais.

8. Silêncio nos box

O silêncio nos boxes deve ser respeitado durante toda a competição, sendo permitido somente o sistema de sonorização oficial do evento. O não cumprimento desta regra por parte de pilotos ou equipes a pena será de exclusão do referido piloto do evento. Medidas adicionais poderão ser tomadas.

9. Apresentação dos pilotos

Uma pequena apresentação dos pilotos é permitida, dependendo das condições climáticas, e desde que não interfira no tempo de programação da prova.

10. Provas

10.1. Programa de provas

Todos os eventos devem ser organizados em:

– Duas (2) provas para as categorias MX2 e MX3, de 20 (vinte) minutos mais 2 (duas) voltas.

– Duas (2) prova para a categoria MX Intermediária, de 15 (quinze) minutos mais 2 (duas) voltas.

– Duas (2) prova para a categoria Força Livre Nacional, de 15 (quinze) minutos mais 2 (duas) voltas.

– Uma (1) prova para a categoria MX Junior, de 10 (dez) minutos mais 2 (duas) voltas para cada etapa.

– Uma (1) prova para a categoria 65cc, de 10 (dez) minutos mais 2 (duas) voltas.

Os horários de largada de cada prova estarão informados no Regulamento Suplementar de cada etapa, fixado junto a Secretaria Executiva do evento.

Parágrafo único – Por força de segurança, ou se assim decidir o júri, os tempos poderão ser alterados, desde que informado aos pilotos antes de se iniciar o procedimento de largada.

10.2. Zona de espera

Deverá ser providenciada uma zona de espera cercada, para todas as motos. Esta zona de espera deverá dar acesso direto ao gate e todas as motocicletas participantes daquela bateria deverão estar dentro desta área 10 minutos antes da hora de largada, quando a mesma será fechada não permitindo mais o acesso de nenhuma moto ao interior da pista.

O piloto que se atrasar para entrar na zona de espera será o ultimo a ir para o gate, independente de a categoria estar ou não em seu horário.

Após a ultima moto ter saído da zona de espera para o gate não será permitido mais nenhuma moto ir para o gate.

O acesso à zona de espera deve ser feito com as motos desligadas.

10.3. Procedimento de largada

A escolha do lugar no gate será de acordo com a melhor volta no treino cronometrado, a etapa que não dispor desse recurso será feito pela classificação no campeonato, ou ainda, no caso da primeira etapa será feito por sorteio.

Antes de cada largada, o seguinte procedimento será aplicado na zona de espera:

– 10 (dez) minutos antes do horário previsto para a largada: Todas as motocicletas devem estar no Portão de acesso a Pista.

Depois disso: Após a decisão do Diretor de Prova, os pilotos deverão se encaminhar para o gate de largada.

A largada será feita com os motores ligados. Somente os pilotos com as suas respectivas motos poderão se dirigir ao gate de largada. Os mecânicos e chefes de equipe deverão dirigir-se imediatamente ao Pit Stop.

Uma vez que o piloto tenha tomado sua posição no gate de largada, ele não pode mais mudar de posição, ou receber assistência antes da largada.

Se o piloto tem um problema mecânico no gate de largada, ele deve aguardar por assistência após a largada ter sido efetuada. Após a largada ele pode receber assistência por seu mecânico apenas em sua posição. A penalidade por esta violação de regulamento é a exclusão da bateria em questão.

O comissário levantará uma bandeira verde, momento a partir do qual os pilotos estarão sob seu controle, até que todos estejam posicionados na linha de largada (gate).

Uma vez posicionados, todos os pilotos, o comissário erguerá uma placa de 15 segundos por 15 segundos inteiros.

Ao final deste tempo, ele erguerá uma placa de 5 segundos e o gate cairá entre 5 e 10 segundos depois que esta placa for mostrada.

A área em frente ao gate de largada deverá estar livre e preparada de tal forma a dar condições iguais e possíveis a todos os pilotos. Ninguém além dos oficiais e fotógrafos serão permitidos nesta área durante a largada e nenhum auxílio mecânico dentro desta área será permitido.

Os pilotos, oficiais e fotógrafos são os únicos autorizados na área do gate.

Os pilotos podem realizar reparos nas motos nesta área, desde que não utilizem ferramentas ou ajuda externa.

10.4. Largadas falsas

Todas as largadas falsas serão indicadas por uma bandeira vermelha agitada. Todos os pilotos que se anteciparem à largada sofrerão uma punição determinada pelo Diretor de Prova.

10.5. Reparos e substituições

Os pilotos terão a possibilidade de reparar a motocicleta e substituir o silencioso somente na zona de reparos (PIT STOP), durante a prova.

11. Interrupção de uma prova

O Diretor de Prova tem o direito, sob sua própria iniciativa, por razões urgentes de segurança, ou caso de força maior, paralisar uma prova prematuramente ou cancelar uma parte ou todo o evento.

Se uma prova é interrompida até que a segunda volta tenha sido completada uma nova largada será realizada imediatamente, sendo a troca de motocicleta proibida.

Se uma prova é interrompida depois da segunda volta e a qualquer momento durante a primeira metade do tempo previsto de prova, haverá uma nova largada completa, com a participação dos pilotos que ainda estiverem na prova.

Os pilotos retornarão para os boxes e a nova largada acontecerá em, no mínimo 15 (quinze) minutos após a paralisação da prova.

Os pilotos reservas podem participar na nova largada se um ou mais participantes estiverem inaptos a participarem ou foram excluídos pelo Diretor de Prova.

O Diretor de Prova pode excluir um ou mais pilotos de participarem da nova largada, no caso de serem julgados culpados pela paralisação da prova.

Se uma prova é paralisada após transcorrida a primeira metade do tempo previsto, a prova  será considerada completa. A ordem de chegada será baseada na colocação dos pilotos na volta anterior a que a bandeira vermelha foi mostrada. O(s) piloto(s), indicado(s) pelo Diretor de Prova como responsável(is) pela bandeira vermelha, será(ão) colocado(s) atrás dos demais pilotos, tendo completado um número igual ou maior de voltas.

12. Assistência exterior, corte de percurso.

Será permitida a assistência somente aos pilotos das categorias 65cc, podendo o traçado ser alterado para esta categoria.

Assistência externa no percurso é proibida a menos que seja efetuado por um Comissário designado pelo organizador ou com prévia autorização do diretor de provas para garantir a segurança.

PENA: Exclusão da prova.

Atalhar o percurso é proibido. A penalidade por tentar tirar vantagem por atalho de percurso será a exclusão da respectiva prova. O regresso à pista só será permitido ao piloto quando feito com segurança desde que o piloto não obtenha vantagens ou fuja de algum obstáculo da pista. Se necessário, penalidades adicionais serão decididas pelo júri.

PENA: Exclusão da prova.

13. Pit stop (zona de reparos)

Ao lado da pista, uma área deve ser reservada (PIT STOP) para reparos durante a prova. Nesta área específica, as únicas pessoas autorizadas são os mecânicos, que podem fazer reparos ou ajustes nas motocicletas durante as provas. O piloto será punido se os membros de sua equipe não estiverem no pit stop como determinado.

Qualquer parte da motocicleta, exceto o chassi, que deve estar selado, pode ser modificada, ajustada ou substituída.

Todo reabastecimento deve ser feito com o motor desligado.

Os pilotos, entrando na zona de reparos, devem parar antes de retornar a pista. A violação a esta regulamentação resultará em exclusão da prova em questão.

Um piloto que entrar nos boxes com sua motocicleta durante a bateria não será autorizado a retornar aquela bateria.

Comunicação de rádio com os pilotos não são autorizadas.

Na Zona de Reparos será proibido ingressar sem camisa, portando algum tipo de bebida alcoólica ou com comportamento anormal.

O mecânico ou membro de equipe que deixar esta área para sinalizar ou auxiliar algum piloto sem prévia autorização, estará automaticamente penalizando o seu piloto.

14. Sinais oficiais

Os sinais oficiais devem ser dados por meio de uma bandeira medindo aproximadamente 750 mm X 600 mm, como segue:

14.1. Bandeira significado:

Vermelha, agitada – Parada Obrigatória para todos
Preta – Piloto indicado deve parar no Pit lane
Amarela, Fixa – Perigo, dirigir devagar
Amarela, agitada – Perigo imediato, devagar, não saltar, não ultrapassar
Azul, agitada – Atenção dê passagem
Branca com Cruz Vermelha – Atendimento médico na pista
Verde – Pista livre para a largada da bateria
Xadrez: preta e branca – Fim de prova ou treino
A bandeira verde só poderá ser utilizada por um oficial de largada durante o procedimento de largada.

A bandeira azul deve ser usada por oficiais de sinalização suplementares, especializados para esta bandeira somente.

Ultrapassar sob bandeira amarela;

PENA: Desclassificação da bateria em questão. Se o piloto que obtiver vantagem sob bandeira amarela e devolver a posição imediatamente e não tiver tirado vantagem não haverá punições.

Saltar em bandeira amarela

PENA: Desclassificação imediata da bateria em questão.

14.2. Stop and Go

O piloto penalizado devera ir ao pit lane para receber sua penalização.

A penalidade será de 5 segundos ou exclusão da bateria conforme decisão do diretor de provas.

Após receber a bandeira preta o piloto advertido terá no máximo 3 voltas para cumprir sua penalização, caso não o faça será excluído automaticamente da bateria.

15. Travessia da linha de controle

À hora na qual uma motocicleta atravessa uma linha de controle, será registrada no momento em que a parte mais avançada da motocicleta atravessar a linha.

15.1. Linha de chegada

Deverá ser claramente demarcada com uma bandeira, arco inflável ou metálico, faixa pintada no solo sempre posicionada em frente à torre de cronometragem.

15.2. Posto de cronometragem

A pista deve dispor de um local fixo com espaço para acomodar no mínimo 04 pessoas. Deve se posicionar de forma perpendicular à linha de chegada. Os oficiais devem ter uma visão total da pista para que possam trabalhar com total eficiência sob qualquer condição climática.

15.3. Instrumentos de cronometragem

Os pilotos devem aceitar qualquer sistema de cronometragem aprovado pela FMR.

16. Controle técnico e verificações

Controle Técnico e Verificações: será inspecionada a moto no parque fechado onde deverá apresentar condições para os treinos e corrida

16.1. Verificação final

Imediatamente após a última prova de cada classe, O Diretor de Prova poderá determinar a Verificação Técnica de alguma(s) moto(s) inclusive com abertura de motor, sem compensação financeira para o(s) piloto(s) ou mecânico (s) envolvido(s) na verificação.

Os 03 (três) primeiros de cada classe deverão ir para a zona de espera ao fim de sua última participação, a fim de esperar se alguém da mesma categoria tenha protesto a ser feito. A motocicleta deve permanecer por 30 minutos, após esse tempo, caso não haja protesto a mesma será liberada.

16.2. Controle de combustível

O combustível será livre, fornecido comercialmente no Brasil.

O mesmo deverá ser fornecido pela própria equipe.

16.3. Teste anti-doping e de álcool

Os testes, antidoping e de álcool podem ser efetuados de acordo com o Código Médico e regulamentações do C.O.B. Um piloto com o teste positivo será excluído de todo o evento.

Penalidades adicionais podem ser impostas.

16.4. Exame médico

Todo piloto deverá apresentar um exame de aptidão física para a prática desse esporte.

A não apresentação do mesmo, será de sua inteira inteira responsabilidade.

17. Resultados

O vencedor de uma prova é o piloto que atravessar a linha de chegada primeiro. Os pilotos ainda na prova serão parados quando atravessarem a linha de chegada.

Um piloto não será classificado se ele não tiver completado 50% do número total de voltas completadas pelo vencedor;

Se 50% do número de voltas não corresponder a um número inteiro, então o resultado será arredondado para o próximo número inteiro.

Se existir um empate, os pontos marcados na segunda bateria determinarão a ordem da classificação final do evento.

Todos os resultados devem ser homologados pelo Júri.

18. Pontuação para o campeonato estadual de motocross 2016.

Cada prova válida marcará pontos independentes para o Campeonato.

Cada piloto só poderá mudar de categoria uma única vez durante o ano de 2016. No caso do piloto mudar de categoria os pontos permaneceram na sua antiga categoria e ele começara sem pontuação na nova categoria.

O critério de desempate para o Campeonato é o maior numero de vitórias em baterias, caso persista o empate contará o maior número de segundas colocações em baterias, persistindo ainda o empate contará o maior número de terceiras colocações em baterias e assim sucessivamente.

Os pontos serão atribuídos para o Campeonato Estadual de Motocross – 2016 em cada prova válida como segue:

01º lugar – 25 pontos, 02° lugar – 22 pontos, 03° lugar – 20 pontos, 04° lugar – 18 pontos, 05° lugar – 16 pontos, 06° lugar – 15 pontos, 07° lugar – 14 pontos, 08° lugar – 13 pontos, 09° lugar – 12 pontos, 10° lugar – 11 pontos, 11° lugar – 10 pontos, 12° lugar – 09 pontos, 13° lugar – 08 pontos, 14° lugar – 07 pontos, 15° lugar – 06 pontos, 16° lugar – 05 pontos, 17° lugar – 04 pontos, 18° lugar – 03 pontos, 19° lugar – 02 pontos, 20° lugar – 01 ponto.

19. Protestos

Os protestos contra pilotos, motocicletas e atitude antidesportiva deverão ser feitos por escrito pelo Piloto, mecânico ou chefe de equipe e entregue ao Diretor de Prova, até 30 minutos após a bandeirada de chegada do vencedor da prova.

Reclamação contra resultado deve ser apresentada ao Diretor de Prova dentro de 30 minutos seguintes a divulgação dos resultados.

Todos os protestos devem ser feitos por escrito e ESPECÍFICOS POR ITEM, e acompanhados por uma taxa de R$ 400,00 (quatrocentos reais).

O piloto reclamante deverá providenciar material necessário para abertura do motor, a proteção e guarda das peças. O piloto reclamado deverá providenciar um mecânico de sua confiança, caso o piloto se negue a vistoriar a moto, será desclassificado da Prova.

Os protestos serão avaliados pelo Júri da Prova; no caso da procedência, o valor será devolvido ao reclamante, caso contrário, reverterá a favor da FMR, ou no caso de reclamação técnica 50% para a equipe reclamada.

O Diretor de prova tem por direito abrir qualquer que seja o motor para a verificação de cilindrada sem custo adicional.

Não cabem protestos contra decisões das Autoridades da Prova.

Conforme estatutos da FMR, e da CBM e Código Disciplinar da FIM, para recurso da decisão do Júri da Prova, o reclamante deverá encaminhar seu recurso a Comissão Disciplinar no prazo de 5 dias e acompanhado do valor de 10 salários mínimos.

No caso de Recurso contra decisão da Comissão Disciplinar o recurso deverá ser encaminhado até 10 dias após a divulgação ao Tribunal de Justiça Desportiva e acompanhado do valor de 20 salários mínimos.

Os casos omissos a este Regulamento serão julgados de acordo com o Regulamento da CBM e o da FIM.

Parágrafo único – Não cabem protestos contra decisões das Autoridades da Prova.

20. Conferência de imprensa

Os 3 (três) primeiros colocados de cada prova e o vencedor de todo o evento de cada classe e outros convidados ao arbítrio dos organizadores deverão, se houver, participar de uma breve conferência com a imprensa, que acontecerá imediatamente após a cerimônia de entrega de prêmios.

21.1. Moeda

Todos os montantes são mostrados em Reais. Eles são montantes líquidos, do qual nenhuma dedução é permitida.

O piloto ao receber a premiação, deverá estar vestido condizentemente com a ocasião. Não serão premiados durante a cerimônia os pilotos que se apresentarem sem CAMISA/CAMISETA. O piloto deve apresentar-se de maneira a oferecer ao público presente uma imagem positiva do Esporte.

22. Responsabilidade dos pilotos

O piloto é responsável por todos os atos de sua equipe, estando o mesmo sujeito a penalizações por atos irregulares praticados pela mesma, devendo preservar a ordem e a limpeza de seu Box, e é terminantemente proibido (passível de punição), qualquer movimento, pressão ou manifestação na véspera ou no dia da competição, sobre decisões do Júri ou Diretor de Prova referente à realização ou não da Competição.

O piloto participante do Campeonato Estadual de Motocross 2016 será responsabilizado, passível de punição pelo Conselho Disciplinar da FMR, caso vier a participar de Provas não Autorizadas.

Dar passagem aos concorrentes que estiverem em condições de fazê-la e nunca prejudicar os demais.

É terminantemente proibido, o Piloto trafegar em sentido contrário ao da competição, inclusive ao término da mesma.

23. Cumpra-se o Código Desportivo da FMR em vigência.

24. O Presente Regulamento entra em vigor a partir de sua divulgação, casos omissos ao mesmo deverão ser considerados de acordo com o regulamento da CBM.

 

Ronie Romão

Presidente da FMR